as minhas fotos

links

posts recentes

Despedida

Procissão de Velas

Uma coisa é ser cristão, ...

Na Raposeira

De Vila do Bispo até à Ra...

7º dia em Vila do Bispo

Falta 1:30

6º Dia em Vila do Bispo

5º dia em Vila do Bispo

Fotos dos Motards na Rece...

tags

todas as tags

arquivos

Dezembro 2007

Novembro 2007

RSS
Em destaque no SAPO Blogs
pub
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Uma coisa é ser cristão, outra é ser mariano??

A visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima tem vindo a atrair multidões por onde tem passado no início desta sua peregrinação de dois anos pelo Algarve.

O facto da Virgem Maria atrair muita gente parece não ser novidade. A questão que surgirá no final desta passagem pelas comunidades algarvias será a de saber qual a consequência que este acontecimento trouxe para essa imensa massa humana que se sente atraída por Nossa Senhora e que apenas nesta ocasião se aproxima da comunidade de cristãos, a mesma com a qual não parecem identificar-se para além deste acontecimento. Uma das respostas que parece começar a ganhar forma é a de que, se para mais não servir, esta terceira visita da imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Algarve poderá ter tido a graça de aproximar pessoas que embora fisicamente próximas estavam afectivamente muito afastadas ou, por outro lado, levar algumas pessoas, que habitualmente não o fazem, a entrar na igreja paroquial da sua área de residência para rezar em conjunto com a comunidade local.
Isto mesmo tem sido constatado pelos párocos de cujas comunidades têm acolhido primeiramente a visita da imagem da Virgem peregrina. O padre Joel Teixeira, pároco de Raposeira, Sagres e Vila do Bispo garante que “o balanço é positivo” e que “Nossa Senhora continua a cativar as pessoas”.
Na avaliação que faz desta passagem da imagem da Virgem de Fátima pelas suas paróquias, o sacerdote destaca as procissões de velas às sextas-feiras como “momentos tocantes”, “de grande intensidade e intimidade entre as pessoas e Nossa Senhora”.
O prior relata o testemunho de alguém que considerava um “milagre” de Nossa Senhora “ter conseguido juntar os vizinhos para decorar a sua rua” e “ter convivido mais com as outras pessoas durante estes 15 dias do que ao longo dos 30 anos em que ali viveu”. “E isto é muito positivo”, salienta o padre Joel Teixeira.
A consagração a Nossa Senhora dos pescadores em Sagres, homens que habitualmente parecem arredados do universo espiritual, foi outro dos momentos destacados pelo prior, testemunhando que os homens do mar “foram verdadeiramente tocados e viveram aquele momento com uma intensidade única”, a que se juntou toda a comunidade.
Também a consagração dos bombeiros em Vila do Bispo foi outros dos realces do sacerdote, considerando-o como “muito importante para todo o concelho”. “O comandante confessou-me que não esperava tantos bombeiros naquele dia e isso demonstra a importância de Nossa Senhora para as pessoas”, refere.
A consagração das famílias, realizada em todas as paróquias, foi igualmente referenciado pelo pároco, pois “apesar de parecer que os homens não querem nada com a Igreja, pelo menos nesse dia apareceram, rezaram e celebraram”.
Apesar desta análise positiva, o padre Joel Teixeira sente que para muitas pessoas “uma coisa é ser cristão, outra coisa é ser mariano”. “Com Nossa Senhora conseguimos atrair muita gente, pessoas que nunca vêm à igreja e que não se identificam com o ser cristão ou com a Igreja, mas que se identificam com Maria”, constata o sacerdote, acrescentando, no entanto, que isso não é motivo para desilusões ou preocupações. “É momento para que pensemos, e reflectindo sobre este facto, tomemos decisões, revendo a nossa forma de viver estes momentos. São momentos muito intensos e muito importantes, mas que, no futuro, não sei que consequências terão”, observa, realçando a característica de primeiro anúncio destas iniciativas.
“Durante estas semanas, através do terço e da celebração da Eucaristia, tentámos demonstrar que Maria aponta para o seu Filho e não o contrário, mas parece-me que, com estes meios, continua a ser uma luta perdida”, considerou, acrescentando que se nota “uma grande diferença entre as missas com e sem a presença da imagem de Nossa Senhora”. “Há que ter consciência disto, não para desistir ou desanimar, mas para tentar perceber qual o problema para o resolver. A passagem da imagem pode ser muito importante, mas é preciso saber o que fazer com ela. Juntar as pessoas apenas para rezar o terço é importante e positivo, mas não chega”, conclui.


 


Fonte: Folha do Domingo
publicado por joel às 11:16

link do post | favorito
Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 


Festa 7-8 de Dezembro, na Vila do Bispo

7 de Dezembro, 21h, Celebração da Reconciliação
8 de Dezembro, 15h, Procissão seguindo-se Celebração da Eucaristia